Deu Match!?

Foi em que a polícia nova iorquina agrediu, humilhou e deteve frequentadores do Stonewall, um bar que servia de ponto de encontro para gays, lésbicas, bis e trans. Era ali que pessoas da comunidade se encontravam para relaxar, tomar uns drinks e, claro, flertar. Foram seis dias de protestos em confrontos com a polícia, numa luta que se tornou menos sobre um bar e mais sobre o direito de ser LGBT. A homofobia inegavelmente continua existindo. Hoje temos os apps. Porque, claro, todos podem usar o Tinder — mas é sempre bom ter um espacinho para você, seja na sociedade on ou offline. É interessante ver por um modelo diferente do que o tradicional de arrastar para os lados, que o Tinder institucionalizou. Ambos feitos para homens gays e bis, os apps possuem comunidades gigantescas — o que ajuda na hora de encontrar mais opções e, consequentemente, mais encontros.

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Plataformas ajudam pessoas trans lésbicas bissexuais e gays a encontrar parceiros.

Som um pouco sobre vocês e a sua história? Nunca me identifiquei com ser um homem, mas no meu inconsciente eu achava que pra existir com uma mulher era o que eu tinha que ser. Fiz amigas bis e lésbicas, e foi quando eu pude ter acesso a esse universo e comecei a ficar com meninas. Resolvi começar a pensar em mim e entrei pra um tribo de dança, o BDNT. A Letícia conversou comigo, a gente se gostou, saímos e aconteceu de maneira muito natural. Me defino como lésbica, mas tive que viver uma heterossexualidade muito obrigatória pra conseguir chegar em quem eu sou hoje. Venho do interno e de cidade pequena, mesmo assim minha avó disse que me amava e me aceitava do jeito que eu sou, assim como o resto da minha família, que incluem a Letícia na vida deles também. A independência emocional veio também com a independência financeira.

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